4o USP-Escola – Filme: Encontrando Forrester

10 Jul

O Filme “Encontrando Forrester” (2000)  foi utilizado em aula para discutirmos o papel da escrita na vida das pessoas.

Compartilhe suas impressões sobre o filme  e aponte de que forma ele contribui para a reflexão do uso e ensino da escrita.

4 Responses to “4o USP-Escola – Filme: Encontrando Forrester”

  1. Carla D'Elia July 12, 2012 at 12:15 am #

    Márcia, Fábio e Míriam,

    Fiquei realmente emocionada com o posts de vocês! Trabalhar com a escrita (como professor, aluno, escritor) requer arregaçar as magas como vocês estão fazendo e as retribuições, assim como para Forrester e Jamal, são infinitamente enriquecedoras! Relacionamentos são construídos/ destruídos/ repensados como vocês apontaram. Escrever é muito mais do que uma ação mecânica (seja com uma caneta ou um computador). Requer entrega e organização, dentre outras coisas! Muito obrigada por compartilharem suas experiências!

  2. milanimarcia July 11, 2012 at 1:19 pm #

    O filme traz uma impressão diferente do que é a escrita e para que ela serve, senti, ao rever o filme, que a questão da escrita aproximou pessoas e ainda mudou a vida daquele jovem rapaz, Jamal, que morava na periferia dos Estados Unidos da América.
    Percebi, com o filme que para escrever a pessoa não precisa ficar focada somente na questão gramatical, ela pode simplesmente descansar e escrever aquilo que lhe vem a cabeça, e somente depois se preocupar em reorganizá-lo. Vi que a escrita mudou uma história de vida.

  3. Fábio R. Justo July 11, 2012 at 12:15 pm #

    Fizemos uma leitura sobre as ferramentas da Web 2 como blogs e wikis. Mais uma vez tomei conhecimento de novas perspectivas e possibilidades pedagógicas que estas ferramentas podem proporcionar e tornar as aulas e projetos mais atrativos para os alunos internautas de hoje. A construção colaborativa do conhecimento é muito interessante e dá ao aluno mais poder de participação no processo de aprendizagem. O professor é o facilitador e orientador deste processo, porém ainda encontraremos o obstáculo da motivação do aluno para participar destes projetos colaborativos. Como motivar nossos alunos a escrever suas ideias e participar nestes projetos?

    Talvez a resposta (ou caminho dela) possa ser encontrada no filme Encontrando Forrester. O filme mostra um aluno que escreve para si mesmo para superar a falta de seu pai (esta é a sua maior motivação até então) e que tem hábito de leitura, porém não organiza bem as suas ideias. Este aluno encontra um escritor respeitado, que escreve para superar a perda de seu irmão na Segunda Guerra, e que acolhe este aluno carente ensinando-lhe a escrever com o coração e reescrever com o cérebro.

    O aluno chega a um ponto de escrita em que o diretor de sua escola o convida a estudar em uma escola melhor, e lá é desafiado por um professor que é um escritor frustrado. Seu grande obstáculo será este professor que não o acolhe e não o incentiva como o escritor respeitado acima. No final do filme vemos o aluno desafiar o escritor respeitado que deixou de escrever para o público e também escrevia para si mesmo. Este escritor respeitado sacrifica o seu ego e lê um texto do seu aprendiz em público impressionando a plateia. A plateia fica chocada quando sabe que o texto é de seu aprendiz.

    Talvez aí esteja uma ponta da resposta a indagação acima. Como podemos incentivar nossos alunos a escrever? Usar ferramentas modernas como as wikis não nos garantirá sucesso em nossos novos projetos, mas estar disposto a ser verdadeiramente o facilitador no processo de aprendizagem é um fator muito importante, a ponto de termos sacrificar o nosso ego para compartilhar a totalidade do conhecimento (Lévy) com nossos alunos.

  4. Miriam July 11, 2012 at 10:17 am #

    A leitura que fazemos do filme é que o personagem Jamal passou a fazer uso da escrita para enfrentar a falta que o pai fazia na vida dele. Jamal escrevia em cadernetas as conversas eram dele para ele mesmo, uma conversa interior em tom de desabafo, sem o cuidado com a audiência. No momento em que fora convidado a estudar em uma escola particular, através da sugestão da professora de inglês, houve a revelação de que escrevia de forma primorosa mesmo sendo um jovem de 16 anos. Algo curioso, contrariando as nossas crenças é que embora Jamal fosse um leitor competente, ainda faltava-lhe a habilidade para a escrita pois ele pensava muito e tinha dificuldade para escrever com emoção, sem as amarras da norma culta, ortografia, gramática, boa argumentação e conteúdo entre outras formalidades na primeira versão. Nas versões posteriores os escritores fazem as adequações para atender à audiência e se enquadrar na norma culta e foi isso que ele aprendeu com Forrester.
    Forrester, o escritor ao ler os manuscritos nas cadernetas de Jamal percebeu o potencial escritor no novo amigo e fez considerações, críticas construtivas e desafiou-o a argumentar e escrever de forma clara e coerente levando em conta a audiência e a qualidade da escrita. Jamal se sentiu motivado a escutar o escritor e passou a frequentar a casa de Forrester passando a escrever de forma clara e coerente e entendeu que deveria escrever para um leitor, ou seja, como alcançar e convencê-lo com boa argumentação. Foi possível compreender o motivo pelo qual levou Forrester a se dedicar tanto na escrita de Jamal. Forrester também passara por dificuldade quando o pai dele, alcoólatra se fora e penso que o escritor possivelmente tenha passado por processo semelhante. Outro ponto a considerar é que Jamal, através de sua energia juvenil trouxe a Forrester outro ânimo para escrever quando aguardava o câncer tomar-lhe a vida.
    Crawford, um escritor fracassado que se voltara ao ensino da escrita. Por ironia do destino, Crawford estudara com Forrester e visivelmente esse personagem invejava o sucesso do ex- colega de universidade. Quando Crawford persegue Jamal, denunciando-o por plágio ele estava inconscientemente travando uma briga com Forrester e não propriamente com Jamal que considerava inferior tanto como homem quanto como escritor.
    Pensando no meu processo de escrita, vejo que quanto mais escrevo mais e melhor consigo me expressar. As barreiras, os bloqueios vão sendo derrubados dando mais vida a escrita. Escrever também necessita do gostar, do envolver-se, do compartilhar de ideias, do persuadir, do convencimento e por que não de emoção e poesia? Uma dica fabulosa que Forrester deu no filme: Na primeira versão devemos escrever mais com o coração do que com a razão!

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