Sobre o texto da professora Marília

9 Apr

Olá colegas de curso, lendo o texto da professora Marília me fiz muitos questionamentos. Será que necessitamos mesmo de um livro didático para ministrarmos nossas aulas?

Penso que se utilizarmos vários livors, teríamos muito mais sucesso em nossa prática pedagógica. Se elaborássemos uma sequência didática não teríamos mais êxito? Há momentos que temos que ser interacionistas, tradionalistas, concretistas, etc, ou será que devemos “vestir” apenas uma camisa e levarmos essa bandeira até o fim?

Realmente, o livro didático não dá ênfase na competência escritora, os editores e escritores de livros usam a escrita apenas como pretexto para ensinar gramática, e isso realmente é lastimável. Será que nós, educadores em formação, estamos realemente preparados para ensinarmos a competência escritora há nossos alunos? Ou será que, também, estamos usando a escrita como pretexto para ministrarmos aulas de gramática?

19 Responses to “Sobre o texto da professora Marília”

  1. Elaine April 11, 2013 at 5:45 pm #

    Em Ferreira (2011) a autora ressalta a importância de reflexão acerca do ensino de escrita no brasil, e do mesmo modo analisar o LD como instrumento neste processo.
    Como já havia dito em meu post anterior, penso que em nosso país os professores não possuem muito suporte na educação, assim, os LDs se tornam uma das ferramentas principais- o que não deveria ocorrer desta forma-. E pensando em todas as dificuldades que nos deparamos todo dia e algumas citadas no texto, como: “A instrução enfatiza os recursos que levam à produção de um texto considerado perfeito: gramática e ortografia, a reformulação de frases problemáticas, a transformação de frases curtas para outras mais complexas, e o foco sobre o tópico frasal e sobre os padrões para a construção da introdução, desenvolvimento e conclusão do texto”, seria interessante se cada professor pensasse no contexto da sua sala de aula e de seus alunos a fim de quebrar este padrão de usar a escrita para ensinar a gramática e que escrever bem é saber a mesma evitando erros. Fato este que grande parte dos Lds tratam do ensino da escrita desta mesma forma. É preciso repensarmos sobre o nosso processo ensino/aprendizagem na escrita e refletirmos criticamente em busca de melhorias para o mesmo.

  2. Diego Trujillo April 11, 2013 at 5:20 pm #

    Greeting everyone!
    Grande parte dos colegas relatou as esperiências de vida, as questões de uma nova forma de abordagem, no entanto acredito que podemos trabalhar um pouco mais com os dados fornecidos pelo texto. De acordo com a pesquisa da coleção Interchange, verifica-se que o nível de exercícios relacionados a escrita é de quase 50%. A outra grande enfâse é nos exercícios de gramática. Até o momento comentamos sobre a não adequação, ou foco, a escrita, mas mediante a quantidade de exercícios não estaremos um pouco equivocados com relação ao autor quando dizemos que o mesmo foi muito superficial na elaboração dos exercícios de habilidade escrita? Será que o mesmo não espera que o próprio professor explore mais o material em sala?

  3. Vanessa Rita April 11, 2013 at 10:59 am #

    Boa dia, colegas!

    A reflexão proposta em sala de aula sobre o contato que nós professores temos com a escrita é o primeiro desafio. Se ensinamos, nossa habilidade com a escrita deve ser primorosa e considero essencial a sua prática.
    Há um livro de Geraldo Peçanha de Almeida que aborda a escrita como uma atividade social, na qual devemos dar atenção a linguagem em suas diferentes manifestações, sem considerar uma mais importante que a outra .Claro que devemos privilegiar a leitura e a escrita, mas não é possível produzir textos somente a partir dos livros: é a nossa interação com o outro, contato com a música, dança, pintura que contribui para que cada aluno desenvolva-se criticamente.
    Sim. É nosso trabalho conduzir, ensinar e acompanhar o aprendizado da escrita. A discussão durante a aula passada e a leitura do artigo proposto comprovam que nos livros didáticos, produzir um texto está vinculado ao treino do vocabulário e formas gramaticais.Isso não vai contribuir para que as pessoas desenvolvam e aprimorem sua habilidade de escrever. Esta é razão pela qual não devemos utilizar apenas um livro didático. Considerando os questionamentos que constam no artigo, também concordo que as sequências didáticas são ideais para um trabalho com a produção de textos, pois uma vez que estamos com a “mão na massa”, podemos planejar todo o processo: avaliando o público, seu nível de conhecimento e habilidade, o conteúdo a ser desenvolvido e principalmente os objetivos que devem ser alcançados.

    • milanimarcia April 11, 2013 at 5:13 pm #

      Por se tratar de uma atividade social, não deveríamos, então, trabalhar com texto autênticos como modelo? E também com textos completos e não somente com recortes como fora descrito no texto de Ferreira (2011)?

  4. Alyne April 11, 2013 at 2:21 am #

    Oi pessoal! Existe uma série de fatores citados acima como possíveis causas da negligência do tratamento do ensino de LE no LD. Acredito que se professores fossem capacitados e incentivados a trabalharem em projetos que incorporassem o pensamento crítico e as novas tecnologias, os alunos seriam capacitados para o desenvolvimento da criatividade e da criticidade também na habilidade escrita.

    • milanimarcia April 11, 2013 at 5:08 pm #

      Olá Alyne, será que apenas projetos ajudariam no ensino de Inglês? Conforme o texto da professora Marília o livro didático deixa lacunas no ensino da escrita, por que será que isso acontece?

  5. Revênia April 11, 2013 at 12:19 am #

    Pelo que percebo, assim como outros materiais adotados por escolas de idiomas, esse material em questão busca trabalhar de modo superficial todas as quatro habilidades: Listening, Speaking, Reading & Writing.

    Descrevo como superficial, pois os exercícios apresentados de certa forma farão com que os alunos desenvolvam tais aptidões, porém sem enfatizar nenhuma dela mais a fundo. Trabalhando essas diferentes manifestações com o intuito do aluno desenvolver-se de forma a obter um resultado que favoreça sua comunicação, onde muitas vezes esse “comunicar-se” é visto e esperado de forma imediata, de acordo com a necessidade de casa indivíduo que busca aprender um segundo idioma.

    Acredito que na sua grande maioria, as aulas de um segundo idioma, assim como o inglês, em diversas unidades de ensino vêm trabalhando dessa forma, uma vez que nem todos que buscam por esse tipo de ensino, tem como finalidade utilizá-lo para a escrita acadêmica por exemplo. Em contrapartida, podemos dizer que faltam maior oferta de cursos de qualificação específica para trabalhar essas habilidades individualmente.

    Para concluir também ressalto que cada atividade vem “cercada” de direções, modelos e vocabulário para tal situação, não que isso seja algo apenas negativo. Contudo, se estamos falando em desenvolver de forma eficaz o ensino do idioma, acredito que poderíamos sim direcionar sem deixar de restringir o aluno a determinado resultado, a não ser que esse seja de nível iniciante.

    • milanimarcia April 11, 2013 at 5:11 pm #

      Será que a habilidade escritora foi contemplada nesse material? Segundo o texto de Ferreira (2001) essa habilidade tem sido negligenciada, uma vez que sempre é dada como tarefa de casa e deixada para os momento finais da aula. O que você acha?

      • Revênia April 11, 2013 at 5:18 pm #

        Como havia comentado anteriormente, acredito que esse material de certa forma tentou abordar a habilidade da escrita, assim com as demais, porém sem enfatizá-la mais profundamente.

        O livro apresentado lida com a escrita desenvolvendo-a de forma superficial, apenas para praticar uma das modalidades (Writing, Speaking, Listening, Reading) com o objetivo de obter comunicação.

      • Nancy April 11, 2013 at 5:21 pm #

        A sugestão ddo texto, de ensino de gêneros textuais numa perspectiva conceitual é uma possibilidade, mas sempre tendo em vista que os porfissionais têm que etsar preparados para trabalhar denro dessa perspectiva. O ensino nçao só de LE como em geral está cada vez mais superficial, e as relações dialéticas das funções da linguagem escapam completamente ao aluno

  6. Elaine Reis April 10, 2013 at 11:00 pm #

    Olá pessoal!

    Concordo com muitos de vocês aqui, na questão de trabalharmos com diferentes materiais e não nos prendermos a um apenas, assim como por outro lado, talvez fosse sim, interessante o autor pensar em um novo método para o ensino de escrita nos LDs. Contudo, perante a realidade em que vivemos, como foi citado anteriormente, muitos professores não estão preparados para ensinar a escrita como uma habilidade única. Muitos ainda estão presos ao tradicionalismo e o foco gramatical predomina em seu ensino. Ao meu ver seria te extrema importância haver constantemente workshops ou coisas do tipo a fim de atualizar estes professores, assim como sua metodologia de ensino. Porém, pensando novamente na nossa realidade, em nosso país a educação não é valorizada como deveria e não recebe apoio e investimento como tal. Desta forma, infelizmente, repensar um novo método de ensinar ou adotar diferentes materiais e meios de instrumento como suporte para o professor, cabe a ele mesmo este esforço e dedicação. Pensando nas dificuldades que encontramos, é doloroso pensar que cada um deve fazer sua parte sozinho e contribuir com e pela educação para que este pouco torne-se muito no meio do todo. Cabe a cada um de nós fazermos nossa pequena parte e contribuição pensando em nossos alunos, no contexto em que vivemos e adaptar assim da melhor forma possível o processo de ensino/aprendizagem da escrita em nossas próprias aulas.

  7. Ana Paula April 10, 2013 at 5:19 pm #

    Boa tarde,

    Como professora de inglês em escolas de idiomas e do ensino fundamental constato cada vez mais a deficiência e a negligência no ensino da escrita como uma atividade social com objetivos delineados. Como o artigo menciona, os materiais didáticos e os sistemas de ensino ainda visam “colocar em prática” o vocabulário e as estruturas gramaticais aprendidas de forma mecânica ou mediadora e como uma prática socialmente descontextualizada.

    Concordo com a opinião do Diego e da Revênia no outro “post” sobre a incorporação de novos métodos de ensino-aprendizagem para o ensino da escrita, porém seria um processo longo e demorado devido à extrema importância que as escolas de idiomas possuem em focar somente nas habilidades de “Listening” e “Speaking” por questões mercadológicas e ao pouco tempo de trabalho disponibilizado aos professores nas séries do ensino fundamental comprometendo a eficiência do ensino e da aprendizagem.

    Em minha opinião, de acordo com a minha experiência profissional, os professores de língua inglesa não estão preparados para trabalhar com o ensino da escrita como uma das habilidades importantes para a aprendizagem. Mesmo que os professores elaborassem sua própria sequência didática, será que eles saberiam explicar a definição do gênero textual abordado, sua respectiva audiência e seu papel social?

  8. Nancy Juozapavicius April 10, 2013 at 4:58 pm #

    Vou levar o Successful Writing Upper na aula de amanhã, mas vou tentar elaborar mais alguma coisa sobre o material.

  9. Cristina April 10, 2013 at 2:14 pm #

    “Com as exigências do mundo globalizado, não creio que o LD e a padronização curricular que ele representa possam continuar sendo utilizados como eixo norteador do ensino da LE.” (Ferreira, 2011, p. 86).
    Ferreira (2011), após analisar o livro didático importado de inglês e o ensino da escrita conclui que o material e a prática observados: apresentam abordagem inferior à tradicional, na qual a escrita compreende noção “gramatical e de vocabulário” (p. 75); simulam a presença das demais perspectivas de ensino da escrita do inglês, utilizadas como “máscara de atualização” (p. 83) e não abordam o desenvolvimento da habilidade da escrita como prática social. A autora enfatiza que o aluno, a partir desse meio de ensino-aprendizagem, adquire uma concepção corrompida da escrita (p. 75), o que reforça “a condição de subordinação linguística dos países menos desenvolvidos e não falantes do inglês para com os do centro” (p. 85). Diante disso a professora Marília sugere, além das propostas expostas de Warschauer (2000) e Rojo (2009), “o ensino do gênero como um conceito (…) o ensino de gêneros textuais numa perspectiva conceitual.” (p. 86).

  10. Revênia April 10, 2013 at 1:22 am #

    Boa noite,

    Acredito que adotar diferentes abordagens é sempre válido, ou seja, se nosso intuito é trabalhar a escrita por que deveríamos nos prender apenas a um livro? A escrita acontece quando o indivíduo está envolvido nela, quando ele consegue ter uma razão pela qual ele está realizando aquela atividade.

    Particularmente eu não excluiria o uso do material didático por total, mas cabe ao mediador saber quando e como usá-lo. O livro poderá acrescentar, tornando assim mais uma ferramenta de apoio ao aluno e professor.

    Concordo com a colega X que defende a ideia de tralharmos com vários livros, vejo esse ponto de vista como algo muito coerente, pois o conhecimento não se faz com base em apenas um livro, então por que novamente adotar apenas um? O aluno talvez não tenha esse interesse em acessar materiais diferentes, porém o mediador pode trazer esse “mundo” de informações para sala de aula, sem deixar de usar um material Y como base.

    Voltando a questão apenas da escrita, acredito que nenhum material tem o poder de substituir a parte fundamental dessa atividade: A PRÁTICA. E é por meio dessa prática que poderemos mostrar para nossos alunos que é possível desenvolver e aprimorar essa habilidade que muitos desconhecem em si mesmos.

    Revênia

    • milanimarcia April 11, 2013 at 5:18 pm #

      Mas essa prática seria dentro do mundo “real”, ou seja, o aluno escreveria para um contexto social ou apenas como exercício para a aula onde a audiência é apenas o professor?

  11. Diego Trujillo April 10, 2013 at 12:28 am #

    Nascemos em uma cultura que, quer queira quer não, tem como base a análise de gramática quando a produção escrita é pensada. Infelizmente acredito que, atualmente, os professores se utilizam de exercícios escritos com grande enfâse na gramática e não em ensinar a escrever. O mesmo acontece, acredito,porque nem mesmo os professores estão preparados para tal. A competência de escritor, quase sempre, esta vinculada somente ao universo acadêmico, criando um gap considerável com o ensino fundamental. Por mais que caiba aos professores guiarem os alunos nas letras, os próprios não se sentem seguros para fazê-los ou tem tempo durante as aulas.

    • Nancy Juozapavicius April 10, 2013 at 8:41 am #

      A observação da Marília faz sobre a série Interchange se estende a diversas outras séries, como vimos no material analisado em sala de aula (das séries Headway e Cutting Edge). Alguns materiais voltados exclusivamente para a escrita (caso, por exemplo, da série Succesful Writing) apenas ampliam as atividades, mas permanece a lacuna: escrever para quê? Sempre com as mesmas receitas, as mesmas sugestões de linguagem, e os mesmos tipos de textos. Nenhuma atividade é personalizada ou “personalizável”, porque o que acontece é que, se o professor tenta fugir do padrão, a menos que sejam aulas particulares, ele corre o risco de ser advertido por estar “saindo do programa”. E as limitações de tempo dos programas de idiomas são outro fator que prejudica o ensino da escrita de forma significativa para o aluno.
      As séries têm tentado trabalhar com gêneros textuais. De forma equivocada, já que isso implicaria toda uma sequência didática envolvida com o gênero, e não uma atividade de writing na unidade que “trabalha” determinado gênero. Concordo co o Diego nesse aspecto, acredito que teríamos mais sucesso se trabalhássemos com SDs.

      • mmferreira72 April 10, 2013 at 3:05 pm #

        vc vai analisar esse material na aula? se não for, gostaria que falasse então um po0uco dele aqui.

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