Postagem sobre Ferreira (2011)

10 Apr

O texto exemplifica bem o estudo sobre um dos livros didáticos mais usadas (eu mesmo já usei em aulas particulares). De fato, por mais que o professor insista em enfatizar a produção escrita, uma vez que o próprio livro não foca própriamente essa habilidade, é um grande desafio. O artigo também aborda a razão mercadológica para o mesmo e uma pergunta de veio a mente: Não será obrigação do autor do livro apresentar novos métodos de aprendizado ao mercado? Por mais que haja certa resistência no início, com o tempo, a probabilidade é que o novo método seja incorporado e o lucro recuperado. Vocês concordam?

Diego

2 Responses to “Postagem sobre Ferreira (2011)”

  1. Paula de Paula April 11, 2013 at 12:48 pm #

    Na minha opinião o material didático analisado neste estudo foi desenvolvido com foco em aspectos comerciais/financeiros e não necessariamente pedagógico.
    A maioria das pessoas que já estudaram de inglês como segunda língua conhecem este linha de livros pois tiveram aulas com professores que tinham este material como referência. Ao meu ver este material se tornou referência pela ampla divulgação que possui e não por sua eficiência.
    Infelizmente o jeito em que o material aborda a escrita é a única maneira que muitos professores de inglês conhecem. E em muitos casos gera-se a sensação de “eu finjo que ensino e você finge que aprende.”
    O fato do livro não desenvolver o aluno da forma correta faz com que o aprendizado se torne algo cada vez mais distante de ser alcançado e isto gera frustração em muitos alunos. Eu já tive casos de alunos que se julgavam incapazes de aprender inglês pois não conseguiam acompanham o material analisado neste estudo.
    O que me preocupa é que por ser um material bastante conhecido, fica difícil mostrar para o aluno que o problema em sua aprendizagem não está totalmente relacionado com seu próprio esforço mais sim por falhas na estrutura/abordagem do material utilizado.

  2. Revênia April 10, 2013 at 12:52 am #

    Pela minha “short experience” na sala de aula, especialmente ministrando a disciplina de inglês, foi possível perceber que infelizmente muitos de nossos alunos e/ou responsáveis ainda tem um ideia muito tradicional em relação ao ambiente escolar. Muitos ainda acreditam que o processo de ensino/aprendizagem acontece por meio do “passar lição da lousa” e muitas vezes quando se abre um tempo para reflexões e atividades escritas, a aula pode se tornar vulnerável às críticas, como se o professor estivesse simplesmente “matando o tempo”. Assim como o artigo menciona no início, a atividade de “writing’ muitas vezes ainda vem sendo trabalhada como extraclasse.
    Concordo com o Diego quando ele diz que, por mais que autores apresentem novas propostas metodológicas para o ensino da escrita, e as mesmas não tenham aceitação imediata, podemos dizer que esse seria um trabalho em “equipe”, portanto a reciclagem desse material poderia ser considerado o primeiro passo de um longo caminho. Uma vez que o autor apenas expõe sua proposta e cabe ao mediador retransmiti-la ao seu público, ou seja, nós professores seríamos parte fundamental em “reeducar” nossos alunos, tentando inseri-los nesse novo contexto.

    Revênia

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