Carta ao Editor – por Cida Azevedo

11 Jul

Carta ao editor da Folha de São Paulo

 

O artigo “De galinhas e medicina”, de Janio de Freitas (Colunistas – 11/07/13), pôs o dedo na ferida das “causas” atualmente defendidas pela classe médica. Felizmente.

Nem entrarei no quesito falta de estrutura, em razão até mesmo dos apontamentos feitos por Freitas a respeito. Mas, como moradora da capital paulista (a maior cidade do país), posso dizer: falta HUMANIDADE aos médicos, isso sim. Isso é crucial. Mais importante do que qualquer equipamento. Um médico não precisa de grande infraestrutura para examinar um membro machucado ou uma inflamação na garganta, mas é sabido que muitos deles não se dão ao trabalho nem de olhar o paciente que entra em sua sala. E, quando penso nisso, me pergunto: de que exatamente eles têm medo?

Há muitos países desenvolvidos com grande porcentagem de médicos estrangeiros. E os cubanos, aparentemente, são treinados para trabalhar com poucos recursos, diferentemente dos nossos médicos, os quais, convenhamos, em sua maioria esmagadora pertencem à elite e realmente não devem saber o que é ter de se virar com o que têm.  Precisamos de estrutura sim, mas precisamos muito mais de médicos que olhem em nosso olhos, respeitem a nossa dor, e principalmente, que não se oponham a qualquer ação capaz de salvar vidas e evitar o sofrimento de milhares de pessoas.

Não sei que tipo de motivação leva essas pessoas a entrarem na faculdade de medicina. Mas, pensando bem, consigo enxergar sim do que eles têm medo: de que dê certo. De que venham outros profissionais e nos façam o que eles dizem que é impossível ser feito. A população, com certeza, ainda prefere médicos sem recursos do que doentes sem médicos.

Aparecida Azevedo

11/07/13.

Link do artigo

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2013/07/1309309-de-galinhas-e-medicina.shtml

Galera, comentem, por favor! Aberta a críticas e sugestões!🙂

9 Responses to “Carta ao Editor – por Cida Azevedo”

  1. JUCA September 10, 2013 at 12:45 pm #

    mt bom

  2. MARCELO LUIZ September 10, 2013 at 12:38 pm #

    GUARULHOS, 10 de Setembro de 2013
    Prezada Cida,
    A respeito do assunto, acredito que o que os leva a cursar a faculdade de medicina é o interesse financeiro, muitos agem por impulso e durante o período escolar resolvem decidir a carreira por meio da qual lhes garantam mais conforto no futuro, sei disso porque convivo diariamente com jovens do ensino médio, uma vez que estou cursando o mesmo, e sei bem como isso funciona. A consequência que esse ato pode acarretar, é que muitos passam a levar a carreira como uma obrigação, sem de fato a atenção e amor ao próximo que a mesma exige, o que os tornam “profissionais automáticos”, tratando os pacientes de maneira monótona.
    Atenciosamente
    MARCELO LUIZ.

  3. Pietro e Arthur Calor JM September 10, 2013 at 12:08 pm #

    Tomando conhecimento e estudo a respeito de seu texto e o assunto como um todo, acredito que em relação a falta de “HUMANIDADE” aos médicos que há um traço de generalização nesta tese, pois não são todos os profissionais, que atuam na área, mostram a mesma reação ao paciente.
    Sem levar em consideração em que toda a forma de estrutura e equipamentos ao médico é necessária, pois se determinados ferimentos, mesmo sendo simples, pode se tornar um grande problema no futuro
    Agradeço a atenção

  4. Carolina Naito e Julia Ballagueiro September 10, 2013 at 11:56 am #

    Olá, Aparecida
    Concordamos com a sua opinião e gostariamos de acrescentar que a maioria dos médicos não aceitam vagas para trabalhar nas regiões mais carentes do Brasil e onde mais se faz necessário o serviço prestado por eles.
    Infelizmente muitas pessoas que entram numa faculdade de medicina estão lá pelo status e não pelo real exercício de sua profissão.
    Realmente a falta de estrutura para o trabalho é um enorme problema, mas a falta de boa vontade por parte dos profissionais é um empecilho igualmente grande ou até pior.
    Ótimo texto, parabéns!

  5. ANA E MARI September 10, 2013 at 11:53 am #

    Concordamos com a reportagem,pois achamos que não basta apenas termos os equipamentos necessários para um bom sistema de saúde,é também preciso médicos apropriados para tal função.
    A saúde de nosso país é precária,e grande parte da população passa por sérias necessidades.Com médicos de qualidade no serviço público,a situação poderia restringir.

  6. Victor e Lucas Jm August 15, 2013 at 4:19 pm #

    A respeito desse assunto, eu penso que deveria haver melhor infra estrutura e um melhor treinamento nos médicos do Brasil, além de aprimoramento em seu ensino superior e um salário melhorado, pois no Brasil, para que uma pessoa se torne médico ela deve passar por uma série de barreiras: Estudar muito, passar em um vestibular concorrido para depois ir para um hospital de área pública que não oferece um bom salário e condições de trabalho benéficas, já que essa série de requerimentos é desvalorizada. Há pouco investimento nas áreas públicas e por isso poucos médicos optam por trabalhar na área pública. A solução não seria importar médicos de outros países, mas investir melhor na área pública e valorizar o trabalho dos médicos. Porém, a decisão do Estado é justificável já que tomar essa decisão tomaria tempo para surtir efeito, diferente da decisão de contratar médicos cubanos, que deve ser considerada como uma medida emergencial.

  7. Jeronimo August 15, 2013 at 1:29 pm #

    Concordo com você, os médicos muitas vezes não são humanos e atendem com descaso os pacientes, porém acho que a solução não é importar médicos e sim o governo investir em uma educação de qualidade. Aliás não só em educação mas em uma boa estrutura, onde todos serão de iguais condições básicas. Creio que o problema não esta só nos médicos mas, principalmente no governo.

    • Leticia eThiago August 15, 2013 at 1:33 pm #

      Leticia Tandelo e Thiago JM

  8. luzgomes17 July 12, 2013 at 12:57 pm #

    Oi Cida que bom que não sou única a acreditar que é melhor termos médicos sem recursos quer doentes sem médicos, pois é sabido por todos que mesmo com ofertas de salários de R$ 22 mil, médicos não aceitam trabalhar no Vale do Jequitinhonha e no norte de Minas. Sabemos que isso é o que é notciado e as notícias que nem chegam até nós. Adorei seu texto.

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